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02/09/2011
Rinite Alérgica em tempos de ar seco

A baixa umidade do ar registrada nos últimos dias representa um verdadeiro tormento para portadores de doenças respiratórias, em especial a rinite alérgica, mal que acomete cerca de 30% da população brasileira. Espirros frequentes, congestão nasal, coriza e coceira insistente no nariz, olhos, ouvido e garganta são alguns dos sintomas agravados pela combinação entre a baixa umidade, o calor e a poeira.

Considerada uma das cinco doenças crônicas mais comuns no mundo, a rinite alérgica atinge entre 10% e 30% dos adultos e até 40% das crianças, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre as pessoas mais prejudicadas estão os idosos e as crianças, que sofrem mais por não estarem com o sistema imunológico totalmente ativo ou completo.

O problema começa na entrada do ar no organismo. O oxigênio mais seco exige um esforço maior do sistema respiratório, o que pode facilitar a ocorrência de rinite alérgica. Além disso, o ar seco, como fator irritante, leva a um processo inflamatório e, consequentemente, à produção excessiva de secreção.

Segundo o Dr. Olavo Mion, médico otorrinolaringologista e membro da Academia Brasileira de Rinologia (ABR), o clima seco característico desta época do ano facilita a dispersão de partículas de diversos tipos, entre elas os ácaros e a poeira, que ficam em suspensão no ar e são inaladas pelas pessoas. “Além de seco, nessa época do ano, o ar está frio e mais poluído. Todo esse desgaste para respirar deixa o corpo humano mais vulnerável, diminuindo a defesa do organismo e facilitando o aparecimento de infecções”, ressalta Dr. Mion.

A rinite alérgica é definida como inflamação do revestimento interno da cavidade nasal (mucosa nasal), desencadeada pelo contato com ácaros, pelos de animais e fungos, entre outros. Parece uma doença simples, mas a repetição dos sintomas, em especial a obstrução nasal, pode prejudicar atividades de rotina, como alterar a qualidade do sono, provocando faltas ao trabalho e às aulas. Muitas vezes negligenciada, a rinite alérgica pode até mesmo levar a deformações na cavidade oral e arcada dentária, caso não seja tratada adequadamente durante a infância.

O diagnóstico precoce e acompanhamento médico são fundamentais, uma vez que o paciente pode tomar medidas preventivas para tentar evitar as crises de rinite alérgica. “Para alguns indivíduos, fatores irritativos, como o ar poluído da cidade ou a poeira doméstica, são suficientes para o paciente começar a espirrar e sentir coceira no nariz. O tratamento adequado possibilita o controle da rinite alérgica e permite uma melhor qualidade de vida para o paciente. Apresentar rinite alérgica não significa necessariamente que o paciente tenha que sofrer por causa dos sintomas. Entender como manter o problema sob controle e impedir que as crises interfiram na sua rotina é o primeiro passo para o paciente se sentir bem”, afirma o Dr. Mion.

O tratamento da doença nem sempre é complicado. Os medicamentos usados mais frequentemente são os antihistamínicos e os corticóides nasais, que constituem o tratamento mais efetivo para aliviar os sintomas e evitar as complicações da rinite alérgica. Dentre os corticóides nasais encontra-se a ciclesonida, considerada o tratamento mais inovador e moderno disponível no Brasil, por ser totalmente diferente dos demais medicamentos deste tipo presentes no mercado. A ciclesonida é um medicamento seguro, com início de ação mais rápida e que atua especificamente no foco da rinite alérgica, combatendo a inflamação e os sintomas associados.

Veja mais sobre o assunto em nossa coluna de Otorrino e Saúde com Dr.Mauricio Kurc





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